Noedson Ney
JORNAL INSINUA QUE FUNCIONÁRIOS DO TRE/JACOBINA ESTARIAM ENVOLVIDOS EM FURTO DE PROCESSO ELEITORAL
Vamos começar pela chamada de capa – TRE é “roubado”. Pegou pesado, já que se sabe que há uma diferença e tanto entre roubado e furtado. Segundo o Código Penal Brasileiro, (Artigo 157) algo é roubado quando há o uso da força, de armas, violência, etc. Furtado, quando inexiste o elemento que causaria a ameaça imediata e consequentemente o uso da força, segundo o Artigo 155. Então para começo de conversa vamos esclarecer que o processo foi furtado e não roubado como expõe o título da matéria. No máximo seria furto qualificado.
Que dúvida cruel está no título "Roubado" entre aspas. Que quer dizer o jornal com essa insinuação? Que não houve furto do processo? Segundo o professor Helio Consolaro aspear, neste caso o final da frase, é duvidar, levantar suspeitas, indicar ironia. Anteriormente insinuavam que a coligação encabeçada pelos Democratas poderia estar envolvida. Agora é a Justiça como um todo!Noutro ponto, a reportagem destaca que “na última segunda-feira, 17, a população parou para testemunhar o sentimento de impunidade que assola a nossa Justiça”. Pelo amor de Deus! O crime ainda não foi desvendado, nenhum suspeito foi detido, como se pode fazer tal afirmativa? Chega a ser leviandade para com a Justiça Eleitoral, que sabendo da prática de um crime em suas dependências, o relega ao rol da impunidade. Assim, sem mais nem menos, sem apuração. Apenas esqueceu o sucedido e pronto.O Jornal A Semana, pelo entendimento da matéria, julga a própria Justiça Eleitoral e a Polícia, quando faz tal afirmação, e diz textualmente que “a população testemunhou com sentimento de impunidade”. Assim fica difícil.Vamos em frente. Lá pelas tantas, ao longo do texto, é relatado: “cuja finalidade consiste em apurar a suposta compra de votos realizada pela prefeita eleita Valdice Castro”. Ora, a candidata deve estar rindo à toa. O jornalismo da própria coligação processante já começa a por em dúvidas, antes mesmo de alguma manifestação da Justiça Eleitoral, se houve ou não, a compra de votos.Os Democratas devem estar torcendo para que o Ministério Público leia a reportagem e acompanhe o ‘parecer’ do semanário. A matéria também não esqueceu de antecipar a conclusão do Inquérito Policial que apura o caso, tanto na Policia Civil quanto na Policia Federal, que sequer, começou as investigações, quando vaticina: “acionaram as Policias Civil, Militar e Técnica na tentativa de conseguir alguma prova do roubo, mas, ao que parece restaram frustradas”. Ao que se sabe, nenhum inquérito ou perícia foi concluído. Mas lá está, de novo, o jornalismo de A Semana se antecipando e supondo: O INQUÉRITO DEU EM NADA!Que os escritores da matéria não se sintam ofendidos, mas pessoalmente me senti ofendido em minha dignidade e honradez de ser humano e trabalhador honesto, quando li a insinuação que funcionários do TRE poderão estar envolvidos. O Jornal deveria ser mais cuidadoso ao fazer tal insinuação quando afirma: “não havia sinais de arrombamento nas portas nem no armário onde o processo estava guardado, sendo assim, forçoso concluir que o acesso ao fórum ocorreu através da utilização de chaves da própria fechadura ou então cópias que foram fornecidas".É sabido que quem detem as chaves do TRE (46ª Zona) é a Magistrada, a Escrivã Eleitoral, o Chefe do Cartório e eventualmente a zeladora. Pela ótica do jornal, um dos quatro envolvidos está sob suspeita. No mínimo são desleixados, relapsos com as suas funções, ao ponto de darem “mole” para que alguém faça cópias extras das chaves. Essa acusação é grave já que demandaria saber um deles, quem é o autor do furto.Sem querer ter a pretensão de ‘chamar a atenção’ dos nobres escritores, apenas apelo à falta de bom censo na matéria, com acusações graves à Justiça Eleitoral. Chamo como testemunhas a população local e a imprensa, a depor sobre como a JE tem se conduzido de maneira autônoma, sem aceitar pressões, sem se deixar iludir por falsos testemunhos e falsas argumentações, especialmente neste caso. Chamar servidores da JE de morosos? Inacreditável.Repito: é um desrespeito sem precedentes chamar de morosos servidores públicos do nível e do gabarito da Juíza Vera Lúcia Martins Lima. Só ela e mais ninguém é capaz de avaliar o sofrimento físico e intelectual que este processo vem lhe causando.Com relação ao ilustre representante do Ministério Público, Promotor de Justiça Christian Ribeiro não temos nenhum tipo de procuração para lhe defender, óbvio, mas a população, se chamada em pesquisa pública a se manifestar, vai opinar que é um dos mais respeitados, ágeis e dinâmicos promotores que servem a esta comarca. Portanto mais leviana ainda a acusação. Além do mais, os advogados da própria coligação acusadora são chamados de 'lerdos', e não o são, pode apostar.
Morosos, a seguir esta linha de raciocínio, podem ser considerados os Desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia, onde tramitam seis ações penais contra o atual prefeito Rui Rei Matos Macedo(Ação penal Originária). Uma delas, a de numero 42787-2/2005, de 19.10.2005, fez aniversário mês passado. A outra, tombada sob o numero 46537-6/2005, ajuizada em 09/11/2005, segue o mesmo caminho, já está na pré escola, pois completou 4 anos. Isto sem falar em outras 26 Ações Civis nas diversas Varas da Comarca de Jacobina, todas com mais de três anos. Mais: as três que tramitam na Justiça Federal a pedido do Ministério Público Federal e da CGU-Corregedoria Geral da União, já faz um ano e nem por isso se consideram que estes servidores são morosos.Por último, quero chamar se assim o posso fazer e se não me alcunharem mais uma vez de pretensioso, a atenção do ilustre redator, que a confusão estabelecida na matéria é notória, principalmente que confunde furto com roubo, processo judicial com morosidade; livre exercício das prerrogativas dos advogados (em ambos os lados da contenda) em dispensarem testemunhas, com testemunhas viciadas; oferece inúmeras conclusões que nem a Policia e nem a Magistratura ou Ministério Público conseguiram, ainda, chegar.Noutro lado, é elogiável o trabalho de jornalismo investigativo desenvolvido e mostrado na reportagem e talvez sirva para acelerar o processo judicial todo, já que fica clara a insinuação que a reportagem conseguiu apurar mais rápido que a policia e sabe muito mais que deixou transparecer. Prova inconteste da competência do jornalismo local.Resta uma única pergunta: em nome da decência, em nome do clamor popular, que segundo afirmado na matéria, o Judiciário na está conseguindo dar conta, será que o prestigiado Jornal não estaria disposto a contar toda a verdade apurada em testemunho juramentado?Atenção: esta é uma discussão no campo das idéias e sem caráter pessoal lembrando que é necessário se conceder ao Judiciário e aos seus membros, no mínimo, o benefício da dúvida.
Que dúvida cruel está no título "Roubado" entre aspas. Que quer dizer o jornal com essa insinuação? Que não houve furto do processo? Segundo o professor Helio Consolaro aspear, neste caso o final da frase, é duvidar, levantar suspeitas, indicar ironia. Anteriormente insinuavam que a coligação encabeçada pelos Democratas poderia estar envolvida. Agora é a Justiça como um todo!Noutro ponto, a reportagem destaca que “na última segunda-feira, 17, a população parou para testemunhar o sentimento de impunidade que assola a nossa Justiça”. Pelo amor de Deus! O crime ainda não foi desvendado, nenhum suspeito foi detido, como se pode fazer tal afirmativa? Chega a ser leviandade para com a Justiça Eleitoral, que sabendo da prática de um crime em suas dependências, o relega ao rol da impunidade. Assim, sem mais nem menos, sem apuração. Apenas esqueceu o sucedido e pronto.O Jornal A Semana, pelo entendimento da matéria, julga a própria Justiça Eleitoral e a Polícia, quando faz tal afirmação, e diz textualmente que “a população testemunhou com sentimento de impunidade”. Assim fica difícil.Vamos em frente. Lá pelas tantas, ao longo do texto, é relatado: “cuja finalidade consiste em apurar a suposta compra de votos realizada pela prefeita eleita Valdice Castro”. Ora, a candidata deve estar rindo à toa. O jornalismo da própria coligação processante já começa a por em dúvidas, antes mesmo de alguma manifestação da Justiça Eleitoral, se houve ou não, a compra de votos.Os Democratas devem estar torcendo para que o Ministério Público leia a reportagem e acompanhe o ‘parecer’ do semanário. A matéria também não esqueceu de antecipar a conclusão do Inquérito Policial que apura o caso, tanto na Policia Civil quanto na Policia Federal, que sequer, começou as investigações, quando vaticina: “acionaram as Policias Civil, Militar e Técnica na tentativa de conseguir alguma prova do roubo, mas, ao que parece restaram frustradas”. Ao que se sabe, nenhum inquérito ou perícia foi concluído. Mas lá está, de novo, o jornalismo de A Semana se antecipando e supondo: O INQUÉRITO DEU EM NADA!Que os escritores da matéria não se sintam ofendidos, mas pessoalmente me senti ofendido em minha dignidade e honradez de ser humano e trabalhador honesto, quando li a insinuação que funcionários do TRE poderão estar envolvidos. O Jornal deveria ser mais cuidadoso ao fazer tal insinuação quando afirma: “não havia sinais de arrombamento nas portas nem no armário onde o processo estava guardado, sendo assim, forçoso concluir que o acesso ao fórum ocorreu através da utilização de chaves da própria fechadura ou então cópias que foram fornecidas".É sabido que quem detem as chaves do TRE (46ª Zona) é a Magistrada, a Escrivã Eleitoral, o Chefe do Cartório e eventualmente a zeladora. Pela ótica do jornal, um dos quatro envolvidos está sob suspeita. No mínimo são desleixados, relapsos com as suas funções, ao ponto de darem “mole” para que alguém faça cópias extras das chaves. Essa acusação é grave já que demandaria saber um deles, quem é o autor do furto.Sem querer ter a pretensão de ‘chamar a atenção’ dos nobres escritores, apenas apelo à falta de bom censo na matéria, com acusações graves à Justiça Eleitoral. Chamo como testemunhas a população local e a imprensa, a depor sobre como a JE tem se conduzido de maneira autônoma, sem aceitar pressões, sem se deixar iludir por falsos testemunhos e falsas argumentações, especialmente neste caso. Chamar servidores da JE de morosos? Inacreditável.Repito: é um desrespeito sem precedentes chamar de morosos servidores públicos do nível e do gabarito da Juíza Vera Lúcia Martins Lima. Só ela e mais ninguém é capaz de avaliar o sofrimento físico e intelectual que este processo vem lhe causando.Com relação ao ilustre representante do Ministério Público, Promotor de Justiça Christian Ribeiro não temos nenhum tipo de procuração para lhe defender, óbvio, mas a população, se chamada em pesquisa pública a se manifestar, vai opinar que é um dos mais respeitados, ágeis e dinâmicos promotores que servem a esta comarca. Portanto mais leviana ainda a acusação. Além do mais, os advogados da própria coligação acusadora são chamados de 'lerdos', e não o são, pode apostar.
Morosos, a seguir esta linha de raciocínio, podem ser considerados os Desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia, onde tramitam seis ações penais contra o atual prefeito Rui Rei Matos Macedo(Ação penal Originária). Uma delas, a de numero 42787-2/2005, de 19.10.2005, fez aniversário mês passado. A outra, tombada sob o numero 46537-6/2005, ajuizada em 09/11/2005, segue o mesmo caminho, já está na pré escola, pois completou 4 anos. Isto sem falar em outras 26 Ações Civis nas diversas Varas da Comarca de Jacobina, todas com mais de três anos. Mais: as três que tramitam na Justiça Federal a pedido do Ministério Público Federal e da CGU-Corregedoria Geral da União, já faz um ano e nem por isso se consideram que estes servidores são morosos.Por último, quero chamar se assim o posso fazer e se não me alcunharem mais uma vez de pretensioso, a atenção do ilustre redator, que a confusão estabelecida na matéria é notória, principalmente que confunde furto com roubo, processo judicial com morosidade; livre exercício das prerrogativas dos advogados (em ambos os lados da contenda) em dispensarem testemunhas, com testemunhas viciadas; oferece inúmeras conclusões que nem a Policia e nem a Magistratura ou Ministério Público conseguiram, ainda, chegar.Noutro lado, é elogiável o trabalho de jornalismo investigativo desenvolvido e mostrado na reportagem e talvez sirva para acelerar o processo judicial todo, já que fica clara a insinuação que a reportagem conseguiu apurar mais rápido que a policia e sabe muito mais que deixou transparecer. Prova inconteste da competência do jornalismo local.Resta uma única pergunta: em nome da decência, em nome do clamor popular, que segundo afirmado na matéria, o Judiciário na está conseguindo dar conta, será que o prestigiado Jornal não estaria disposto a contar toda a verdade apurada em testemunho juramentado?Atenção: esta é uma discussão no campo das idéias e sem caráter pessoal lembrando que é necessário se conceder ao Judiciário e aos seus membros, no mínimo, o benefício da dúvida.