Regional

Loading...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A QUEM INTERESSAR POSSA...

Noedson Ney
Assistimos em anos diferentes, inúmeras eleições que aconteceram em nossa cidade. Prefeitos entram, prefeitos saem, mas nunca uma idêntica a esta de 2008. Uma eleição, onde, se não correu sangue (graças a Deus) andou perto. E tudo isso, para que?
A eterna luta do poder pelo poder? Lutou-se contra o que mesmo? Um dos lados, agora está claro, usou e abusou de todos os métodos sujos e hediondos jamais utilizados em uma eleição. Vimos e assistimos homens de bem do nosso município, unir-se a tipos, que fora das eleições, jamais sentariam à mesma mesa.
Muita mentira foi dita, muita armação e animosidade foi utilizada, agora devidamente comprovada em uma declaração prestada pelo suposto denunciante, que cuasou tanto mal estar à nossa sociedade.
Não pensaram duas vezes antes de esquecer todos os princípios norteadores da vida humana
Vivenciamos nos últimos sessenta dias, tensões e embates fora do comum. Foram supostos acontecimentos eleitorais e pessoais dignos de um filme de horror. Estamos diariamente como cidadãos e eleitores, sendo vítimas de manobras escusas, fraudes, desconfianças. Desta nem a Justiça Eleitoral e seus magistrados escaparão, o que nos entristece e revolta.
Algumas pessoas envolvidas no processo eleitoral deste ano ultrapassaram o limite do bom senso e estão resvalando para a perda do elemento norteador da ética, dignidade e honra inerente a cada ser humano: estão perdendo os princípios.
A disputa, o embate, a difusão de idéias, a garra, o ardor com os quais defendemos nossas idéias e direitos é legítimo e devem ser aceitos como elementos importantes na convivência democrática.
Mas daí a patrocinar os últimos acontecimentos, a confrontar-se com a própria instituição que vela e zela por esta mesma democracia que nos permite partilhar e participar de tudo isso, beira ao sadismo.
Quando um homem (?) por mais interessado que esteja neste processo, vai à Corte, à frente de um Juiz de Direito e mente deslavadamente como vimos e assistimos no decorrer deste processo, não se trata mais de uma questão de defesa dos seus legítimos interesses, mas da apelação pura e escandalosa da mais torpe condição degradante do ser humano, a falta de caráter.
Assistimos no decorrer da semana que se finda, cenas explicitas de vandalismo moral, tomando como exemplo o depoimento de uma das testemunhas que acusa autoridades policiais de envolvimento em manobras politiqueiras.
Acusa os atuais amigos de promoverem em passado recentíssimo, todo de tipo de descalabro moral, eleitoral, pessoal, entre outras graves acusações. Estas, contidas em uma gravação de viva voz da testemunha.
Para completar o quadro de horror, a população, estarrecida, tomou conhecimento que esta mesma gravação havia sido diligentemente roubada junto com o processo, guardada dentro de um armário, no Cartório Eleitoral, três dias depois de ser trazida a público.
Muito conveniente. Primeiro há a acusação. Depois o arrependimento, logo seguido do “jeitinho”. Lembra-nos as elucubrações da ditadura militar, tipo Rio Centro, onde o Exercito mandava explodir o que tivesse pela frente e jogava a culpa nos comunistas.
Funcionava! Dava instrumentos aos militares para continuarem assassinando gente inocente. Nenhuma diferença então. Quem conhece a história das dores de 1964 o sabe bem.
Os atores daqueles tempos idos tinham um propósito e não êxitavam em apelar para tais malandragens. E na atual conjuntura? A quem interessaria desaparecer com este famigerado processo e sua principal prova contundente.
Quem supostamente se beneficiaria com tal asneira? Quem arquitetou tal plano deve ser muito burro ou inocente fantoche para não perceber que uma prova de tal envergadura não seria apresentada sem cópias, sem se resguardar a origem.
Todos os advogados, em ambos os lados concordam em um ponto: a prova era irrefutável, que um único elemento urdiu toda a trama para ganhar dinheiro e acreditou não poder ser pego. Esqueceu-se como todo criminoso, que advogados são treinados exatamente para isso, para usar todos os meios admissíveis em direito para defender seus clientes.
E mais, quando chegam a um posto como Promotor, Juiz, ou Delegado de Polícia, por exemplo, já tem em suas carreiras registros históricos de militância jurídica e experiências acumuladas, de anos a fios lidando com todo tipo de meliante, podendo, portanto prever seus atos falhos por mais bem treinados que possam parecer.
Taí o exemplo. Em nada resultou o arrombamento e o roubo do CD com a gravação. Existem inúmeras cópias, inclusive do processo e o único prejuízo será para o autor da façanha que deverá se entender com a Policia Federal. Então? Qual foi mesmo o ganho com tudo isso a não ser o atraso de uns poucos dias? Quem supostamente seria beneficiado com este atraso? A coligação derrotada, que protelaria mais alguns dias as suas dores? Ou seria beneficiaria a coligação vencedora subtraindo sua própria prova?
Não há entendimento possível em nenhuma das duas linhas, pois nenhum dos contendores sairia com qualquer tipo de lucro ou dividendo com o caso.
No fundo, no fundo, quem está perdendo mesmo é o povo. Perdendo a paciência, começando a exigir uma solução rápida para o caso. Começando a se encher de tanto besteirol que não leva o município a lugar algum, a não ser às páginas policiais da grande mídia.
Outro fator que merece destaque é o que já anunciávamos a algum tempo em artigo publicado, chamando a atenção para o envolvimento de homens de bem do município, com certos tipos de pessoas. À época lembrávamos o velho e esquecido dito popular “que quem anda com porcos, vai acabar comendo farelo”. É o que esta a acontecer.
Agora, cabe-nos indagar: qual será o próximo passo? Um atentado à pessoa da vencedora? A queima dos arquivos e documentos da Prefeitura, quiçá ela inteira? Qual a próxima vítima? Advogados, Juizes, Promotores, testemunhas. Quem já está escolhida para ser a próxima vítima? Diferentemente de outros anos, nestas eleições se descobriu, além da vontade do povo em mudar, que a luta travada não foi apenas entre forças politicamente antagônicas. Estamos todos, estarrecidos, descobrindo que a luta, é no fundo no fundo entre o bem e o mal. Entre a luz e as trevas. Nunca se pensou e se aplicou tão bem o versículo bíblico que nos ensina “nossa luta não é contra a carne, não é contra o sangue, mas contra o reino da maldade, contra as potestades, contra os espíritos da destruição que povoam os espaços escuros, postos que foram expulsos do céu”. Será que está pairando algum sob os céus da nossa querida cidade? Será que Frei Petrônio não poderia dar um “jeitinho” exorcizando essa coisa malévola pra longe, de volta à escuridão? O jacobinense por natureza, é um povo ordeiro e pacífico, mas já está ficando de saco cheio dessa babozeira toda. Principalmente que, inteligentes como são já sabem que está trama toda, urdida contra a Justiça Eleitoral, contra autoridades policiais e a Democracia, só tem uma única finalidade: encobrir prováveis e possíveis rombos, ganhar tempo e impedir o livre exercício do voto consagrado pelo povo.