Noedson Ney
Durante o final de semana a prefeita eleita de Jacobina, Valdice Castro, esteve em Salvador, onde permanecerá até o dia 18 próximo. Na pauta visitas a autoridades do governo do Estado, entidades governamentais federais, na busca por uma pauta mínima de apóio aos projetos que pretende colocar em andamento após a posse. Enquanto isso, no município a onda de boataria corre solta. Desta feita por partidários da própria prefeita eleita. Ocorre que durante os trabalhos de preparação para a indicação da equipe de trabalho, a senhora Valdice Castro tem chamado algumas lideranças para conversar. O intúito é sondar-lhe se aceitariam fazer parte do futuro governo. Tem sido o bastante para se anunciar toda sorte de comentários. A maioria por conta que os convidados alegam não querer ganhar o que está sendo oferecido como contrapartida salarial. E aí começa os problemas, já que dificilmente a prefeita eleita poderá fazer algum acréscimo salarial extra aos interessados, na base do "por fora". Alguns insistem em que seja assim. Não dá. Não é aceitável, já que se combateu exaustivamente a corrpução e o "jeitinho" adotado pelo atual gestor para apaziguar seus liderados. Outra questão titpicamente de arrumação de equipe, enfrentada pelo futuro gestor é quanto à indicação de parentes. É nepotismo e duramente criticada pela população. Um dos casos que está sendo discutido nas ruas (sambódromo) é a questão da indicação (que ainda não aconteceu) da ex-vereadora Aida Miranda para ocupar a Secretaria de Educação do Município. Não dá. Primeiro por que a Lei 10.623/07 é clara. É nepotismo cruzado, já que a postulante é tia de um candidato eleito vereador no município, segundo por que a prefeita não pode começar errando e ponto final. Que vai doer, vai, que o PDT-Partido Democrático Trabalhista vai 'chiar' vai, mas é o preço a ser pago por d. Valdice Castro para fazer uma administração clara, transparente, sem o uso de subterfúgios. Não esquecendo que a população está de olho e pior, a oposição, idem. Noutro lado, as lideranças envolvidas precisam entender de uma vez por todas que a principal meta foi atingida: ganhar as eleições. As pessoas precisam entender que a causa pessoal devem estar abaixo da causa coletiva e que se os 17.332 eleitores que votaram na prefeita eleita Valdice Castro quisesem negociar, cargos e salários, ditando inclusive " mil não dá, para mim só serve dois mil" aí fica dificil. Impossível administrar. Vale lembrar, as pressões devem ser para a realização de metas coletivas, sociais, impessoais e não individual e particular de cada uma liderança.
Noutro ponto interessante em uma análise mais detalhada sobre o tema, entende-se que o homem não pode compreender aquilo que para ele não apresenta alguma ordem. E neste caso, tendo trabalhado muito na campanha, algumas pessoas podem não entender o problema no contexto geral. É sabido que na desordem, a consciência humana não mais percebe a relação entre as coisas e tem uma impressão de caos ou perde toda a confiança, porque não encontra nisso a idéia de progressão. É necessário, portanto, manter a confiança, e não ficar nas divagações que não levam a nada, a não ser a doação de motivos aos adversários de tripudiarem sobre o resultados obtidos. A sensação de insegurança não é justificável, já que a tradição mostra que as lideranças ( a prefeita eleita e o coordenador da campanha) que assumiram compromissos com estas pessoas, sabem das suas responsabilidades e nunca deixaram de cumprir seus compromissos. Outra, o município encontra-se devastado, é só olhar por aí. Se tantos ajudaram a mudar certas condições de melhoria da vida na cidade, deve ter um motivo para fazê-lo. E devemos respeitar, obrigatoriamente, esta condição. Obriga-nos o bom senso a entender que a administração pública não é feita para servir a "a" ou "b", mas ao coletivo da comuna como um todo e deve ser indiferente aos desejos do homem em sí, suas motivações pessoais e o seu jeito de agir, inclusive com a crítica antecipada.