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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Finalmente...

CLINICA DE HEMODIALISE JÁ TEM NOVA DIREÇÃO
Em janeiro de 2008, o município, logo após assumir parcialmente o Hospital Antônio Teixeira Sobrinho, concedeu à Nefrocare Clínica de Nefrologia e Diálise, empresa com sede em São Paulo, através do contrato de concessão pública numero 113/2008, a administração da Clínica de Hemodiálise Heitor Silveira Lima, em Jacobina, anexo ao HATS.
De lá para cá, os problemas se avolumaram a tal ponto que ficou praticamente inviável o funcionamento da Clínica, com dezenas de denúncias nas rádios locais, no Ministério Público Estadual e SESAB, criando um clima de insegurança entre os portadores de doenças renais crônicas na região.
Os diretores Flávio Menezes e Monique Menezes, que dirigem a clínica desde a sua fundação, tentaram por todas as formas e meios, ao longo do contrato, sensibilizar os donos da Nefrocare. Nada conseguiram.
A principal queixa do médico-administradores local, era à falta de condições técnicas, financeiras e operacionais para a continuidade e funcionamento razoável da unidade.
Nunca conseguiram qualquer solução para os problemas que se agravaram dia após dia, colocando em cheque a vida de dezenas de pessoas dependentes do serviço.
Por conta da utilização irregular de dependências do HATS, pela Clínica, criou-se um clima de beligerância entre o diretor do hospital e o médico Flávio Menezes, culminando em agressão física a Flávio, segundo registrou em queixa policial.
A Nefrocare, segundo confessado em e-mails trocados entre a gerente de São Paulo, Márcia Fermi e o médico Flávio Menezes, vem passando por sérias dificuldades financeiras, com dezenas de títulos protestados em cartório e atraso de pagamento a funcionários.
Em 13 de Novembro de 2008, depois de dezenas de protestos de associados, a Associação de Pacientes Renais de Jacobina e a Acreba - Associação de Pacientes Renais do Estado da Bahia, através de suas diretorias, apontaram em um relatório de duas páginas, mais de vinte irregularidades encontradas na Clínica, as quais já estavam afetando o tratamento dos pacientes.
Logo após as eleições de outubro, a situação chegou ao ponto máximo com o abandono total da Clinhel, pela Nefrocare e prefeitura. A situação perdurou até 02 de Janeiro quando a atual secretária de saúde do município, Cleuma Suto, denunciou os fatos à prefeita eleita, que já eram de conhecimento público, inclusive do diretor da 16ª DIRES - Diretoria Regional de Saúde, como comprova e-mails trocados entes ele e a empresa Nefrocare.
Em 12 de janeiro deste ano, uma portaria da prefeita de Jacobina, instaura Processo Disciplinar para apurar as irregularidades que estavam sendo apontadas por Cleuma, com base no relatório da Acreba.
Uma comissão de três funcionárias graduadas da administração de Jacobina conduziu o processo, visitou as instalações da Clinhel, ouviu testemunhas, ouviu a defesa da Nefrocare, e chegou à conclusão que a empresa não vinha cumprindo o contrato assumido com o município.
Em uma vista rápida aos autos do processo se percebe que o diretor da 16ª DIRES, Ivonildo Dourado, sabia de tudo, o tempo todo, entretanto não tomou nenhuma providência. Inclusive quanto à falta mais grave: a ausência de registro da empresa Nefrocare no Conselho Regional de Medicina e na Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde.
Outro fato que só chega ao conhecimento público depois da rescisão do contrato, fato ocorrido no dia 17 de Fevereiro com a publicação do Decreto 203/2009, era o tipo de gestão fraudulenta que vinha sendo praticada pela Nefrocare.
Mesmo recebendo cerca de R$ 250 mil do SUS para manter a clínica, nunca pagou água, luz, telefone, internet, lavanderia, entre outros serviços necessários à Clinhel e que vinham sendo bancados com verbas do Hospital Antônio Teixeira Sobrinho.
Além de tudo, enfrentando uma enxurrada de denúncias, na sua própria defesa, a Nefrocare tentou enganar a comissão que apurava as irregularidades, juntando ao processo uma relação de documentos necessários para o registro no CRM retirada do site do órgão e não o registro em si.
A resposta à pergunta: E agora? Como ficam os pacientes renais? Muito bem, obrigado, já que a outra empresa administradora já assumiu, trouxe novas máquinas, o que vai permitir inclusive o aumento do número de pacientes atendidos, além melhorias imediatas da qualidade dos serviços oferecidos aos portadores de deficiência renal.Os dados aqui obtidos estão disponíveis ao público no processo disciplinar instaurando e conduzido pela prefeitura local.